O QUE O MERCADO DE LUXO PODE ESPERAR DE 2017


  • por Murilo Durigan | 04.01.2017 | tags varejo & e-commerce, notícias e opinião, apparel & fashion, para ler com calma, marketing & publicidade, customer experience

Rápidas mudanças estimuladas pela tecnologia, alteração dos hábitos de consumo de aquisição para experiencial, turbulências geopolíticas, desaceleração de mercados emergentes, flutuações cambiais e um ambiente superestimado e mal equipado para lidar com comércio eletrônico e mobile. Estes são os principais desafios a serem encarados em 2017 com um novo mindset, o luxo 2.0, a digitalização da exclusividade e a ampliação da presença digital dos consumidores afluentes.


Em 2016, as marcas de luxo observaram um ano menos estelar, com a constatação de estagnação em vendas e a queda do crescimento do mercado. Neste sentido, algumas pesquisas começaram a identificar que, embora o ano novo possa permanecer lento em um primeiro momento, 2017 tem tudo para ser um marco no mercado de luxo, com mudanças profundas de paradigmas e mentalidades do setor, mudanças no comportamento dos consumidores e a real “digitalização da exclusividade”, como o caso da Chanel net-a-porter.

Uma tendência importante em 2017 é o aumento das incertezas políticas que o mundo está encarando principalmente no que diz respeito à chegada de Donald Trump à Casa Branca, o inicio das negociações britânicas para deixar a União Europeia e a desaceleração da economia chinesa.


A recuperação da economia norte americana com certeza impactará diretamente o mercado de luxo mundial. No passado, o luxo foi demonizado, o que fez com que os consumidores afluentes segurassem seus gastos para que não parecessem esbanjadores. Agora, com o Governo Trump, assim como foi o Governo Reagan, pode ter um impacto positivo no mercado de luxo e fazer com que o luxo volte a ser cool novamente. Tudo isso pode gerar um sentimento mais próspero em 2017 e resultar em uma confiança renovada para gastar com mimos pessoais.


Mesmo com essas mudanças geopolíticas, o novo consumismo deve surgir com mais força, com os consumidores reavaliando suas prioridades, valores e comportamentos. Autenticidade, conveniência e experiência continuarão a ser destaque em 2017.


Personalização também deve ser uma das tendências para 2017, principalmente no que diz respeito às viagens e lazer. Uma das tendências é o luxo voltado para a personalização dos desejos pessoais e atender as expectativas únicas de particulares de seus consumidores.


Setores que investem em estratégias experienciais como hospitalidade, alimentos e bebidas, vinhos e tecnologia que focam em proporcionar experiências aos consumidores terão uma melhor chance de crescimento, assim como o varejo. 2017 será o ano da liberdade total de escolha, busca pela exclusividade e, como alguns estão chamando, extravagância em oferecer serviços exclusivos e customizados.


A presença digital também estará em evidência em 2017. É cada vez mais importante a presença digital das marcas de luxo, proporcionando segurança e comodidade aos consumidores, além de possibilitar novas estratégias para as empresas, como a estratégia do “see now, buy now”. (como abordado no artigo anterior: MARCAS DE LUXO X MÍDIAS SOCIAIS: PRINCIPAIS ERROS E COMO EVITÁ-LOS!)


Outra tendência para 2017 é a compra sem culpa. Os consumidores podem usufruir de seus bens da maneira como lhes convém e, ao mesmo tempo, contribuir para uma causa ligada à sociedade, sustentabilidade ou outra causa que possa se tornar uma ação prática e não apenas um conceito.

Um bom exemplo de consumo sem culpa é a empresa americana Diamond Foundry que fabrica diamantes com composição idêntica a dos diamantes africanos, ao mesmo tempo abastecendo o mercado de joias entregando um produto produzido sem exploração de mão-obra-escrava. Afinal, marcas de luxo são avaliadas não só pela qualidade de seus produtos mas também pelos seus valores e ideais.


Por tudo isso, 2017 será o ano da consolidação da experiência. O consumidor de luxo continua preferindo se satisfazer com experiências, em vez de simplesmente adquirir bens. A partir de 2017, e também nos próximos anos, o mercado de luxo terá que se concentrar em entregar experiências verdadeiras, significativas e memoráveis para seus clientes, tanto nas coisas que vendem como na forma como desenvolvem o relacionamento. Ou seja, a experiência de atendimento ao cliente vai se tornar ainda mais relevante.


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