A REALIDADE SOBRE CHOQUE CULTURAL

  • Por Murilo Durigan | 23.02.2017 | tags varejo & e-commerce, notícias e opinião, apparel & fashion, para ler com calma, marketing & publicidade, customer experience


Tanta gente já falou sobre choque cultural, diferenças de tratamentos e aspectos diferentes em outros países que é um pouco senso comum abordar essa questão. Mas, mesmo assim e sabendo do risco que estou correndo de ser repetitivo, abordarei o choque cultural do meu ponto de vista.


Mas afinal, o que é choque cultural? Choque cultural diz respeito à ansiedade e sentimentos de diversas naturezas quando uma pessoa tem de conviver dentro de uma cultura ou ambiente social. Mas muito mais do que isso, o choque cultural se reflete no relacionamento entre pessoas de diferentes culturas (seja no aspecto pessoal, ou no aspecto profissional). Somente para elencar, também podemos abordar a questão do choque cultural reverso, ou seja, depois de uma temporada no exterior, o cidadão se sente um estrangeiro em seu próprio país (e isso realmente acontece).


É fato, o choque cultural existe! No entanto, no meu ponto de vista, o CHOQUE cultural não é, na realidade, um CHOQUE. Digo que está mais para uma adaptação postural e comportamental. E por que digo isso? Simples! Por mais que as culturas, os costumes e as tradições sejam diferentes, todos nós somos humanos e, acredite ou não, temos alguns princípios universais.



Os britânicos são secos e diretos? Os portugueses são literais? Os países do leste europeu são durões? Os orientais são exóticos? Será mesmo? Ou será que nós é que enxergamos essas características neles uma vez que fomos moldados de outra maneira e criamos pré conceitos baseados em situações específicas?


É óbvio que cada país aborda a história do seu ponto de vista, possui experiências de vida diferentes e sofreu questões específicas. Vamos fazer um exercício de visualização: imagina o que passou uma pessoa que cresceu em um país socialista e agora enxerga um mundo todo diferente, cheio de possibilidades. Você não acha que alguns ranços do período socialista ainda não estão presentes nessa pessoa? Essa pessoa passou por questões e experiências que não temos ideia (assim como nós passamos por experiências que eles também não irão compreender, positivas e negativas).


Por isso que digo que as diferenças culturais não devem ser encaradas como barreiras para relacionamentos (principalmente em um mundo em constante transformação: globalização, pós globalização, brexit, eleição do trump e os novos movimentos em prol às soberanias nacionais). Essas diferenças culturais deveriam ser encaradas, na realidade, como oportunidades para a evolução pessoal e profissional, oportunidades de desenvolvimento do ser humano.


Sou muito grato por ter encontrado pessoas na minha trajetória que possibilitaram que eu pudesse enxergar um cenário muito mais amplo, possuir uma visão multicultural e ser humilde suficiente para entender que todos possuem características e conhecimentos com as quais podemos aprender.


Agora, você que me acompanha há algum tempo pode estar pensando o que esse tema tem a ver com os assuntos abordados anteriormente (mercado de luxo, experiência do consumidor, etc). Te respondo com o maior prazer: Tem TUDO A VER! Outros podem achar que estou sendo contraditório, uma vez que abordei em um outro artigo a questão da necessidade de tropicalização de campanhas e comunicações, mas não! Existe uma necessidade de abordar a questão cultural local muito importante para o mercado, mas ao mesmo tempo é fundamental que as pessoas saibam receber globalmente.


A abordagem GLOCAL nunca esteve tão em evidência: ser global, mas com atuação local. E essa mesma abordagem serve tanto para empresas, escritórios, mas também para pessoas.


Tudo se resume a um ponto central: Seja simpático, respeite as diferenças e se mantenha disposto e disponível para aprender.


A partir do momento que você é simpático com todos, trata o outro com respeito e está disponível e disposto a aprender, você será bem tratado e abraçado pela cultura local.


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